Há sonhos que nascem na infância. Outros se revelam no caminho. E há aqueles que se constroem com propósito, disciplina e uma certeza silenciosa de que é possível transformar o mundo — uma vida de cada vez.
Nesta edição, eu converso com uma mulher que escolheu a cirurgia como missão. Em um universo historicamente desafiador para o feminino, ela construiu sua trajetória com ética, firmeza e sensibilidade. Mais do que médica, ela é alguém que acredita que autoestima também é saúde.
“O desejo pela medicina nasceu cedo. Desde pequena, eu admirava quem se dedicava a cuidar do bem-estar dos outros. Sempre me encantou a possibilidade de fazer diferença na vida de alguém”, destaca Dra. Luiza Hassan, cirurgiã plástica.
Ela afirma que os valores que orientam sua atuação profissional são os mesmos que carrega na vida pessoal. Para ela, não existe separação entre essas duas dimensões, pois acredita que não é possível ser um bom profissional sem ser uma boa pessoa na vida privada. Procura tratar seus pacientes e as pessoas ao redor da mesma forma que gostaria que alguém tratasse sua própria família: com respeito, atenção e ética. Seu compromisso é sempre fazer o melhor possível em cada situação e dormir com a consciência tranquila todas as noites.
Ao longo da carreira, participou de muitas histórias marcantes e experiências que a impactaram profundamente. No entanto, destaca que cada paciente que redescobre sua autoestima, volta a se olhar no espelho com carinho, retoma o cuidado consigo mesma e se sente mais confiante reafirma o propósito do seu trabalho. Para ela, é extremamente gratificante perceber que sua atuação pode impactar positivamente a vida de alguém, já que a transformação proporcionada vai muito além do aspecto físico.
“Sempre incentivo as mulheres a cuidarem da saúde física e mental, realizarem exames regularmente, praticarem atividades físicas e cultivarem bons hábitos — com ou sem procedimento cirúrgico”, reforça.
Ela acredita muito na ideia de que o trabalho mais importante da vida é aquele realizado dentro da própria casa. Para ela, a família e a saúde são a base de tudo. Considera impossível cuidar bem dos outros sem antes cuidar de si mesma e das pessoas que ama.
“Meu conselho para as mulheres é que não desistam. Fui a única mulher da minha turma que seguiu carreira cirúrgica. Aprendi que a opinião dos outros sobre nós é um problema dos outros — principalmente quando mantemos nossa essência e sabemos exatamente onde queremos chegar. Sejam persistentes. Trabalhem com dedicação e responsabilidade. Não se afastem dos seus valores inegociáveis. E jamais subestimem o próprio valor. A jornada pode ser desafiadora, especialmente na carreira cirúrgica. Mas cada passo vale a pena quando estamos realizando nossos sonhos”.
Fonte: https://100fronteiras.com/



